
A Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV) apresentou, na Praia, o Vendedor Ambulante dos Jogos CVCV, uma nova modalidade de distribuição que pretende levar os Jogos Sociais para mais perto das comunidades e facilitar o acesso da população às apostas em diferentes localidades do país.
O lançamento decorreu numa cerimónia que contou também com a participação, por videoconferência, de representantes e agentes da CVCV em São Vicente e do Membro Honorário da CVCV em Portugal Carlos Calvelas Vicente.
A iniciativa integra a estratégia da Cruz Vermelha de Cabo Verde que visa diversificar os canais de distribuição dos Jogos Sociais e reforçar a mobilização de recursos destinados às causas humanitárias e sociais.
De acordo com o Administrador do Departamento de Jogos, Dr. José Carlos Cunha um dos propósitos é ter uma rede comercial mais forte, mais preparada e capaz de responder às novas exigências do mercado, criando oportunidades para os agentes e reforçando o contributo dos Jogos para a missão social da Cruz Vermelha de Cabo Verde, acrescentando que "é com esta determinação que avançamos. Hoje damos mais um passo. Amanhã continuaremos a construir".
Durante a cerimónia, o presidente da CVCV, Arlindo de Carvalho, destacou a importância de aproximar os Jogos das populações que vivem fora dos principais centros urbanos. Segundo Carvalho, o novo modelo permitirá ultrapassar algumas das limitações associadas à distância das agências, levando o serviço diretamente às comunidades. “Queremos ir às ribeiras, queremos ir às montanhas, queremos estar nas comunidades”, afirmou.
O novo sistema será operacionalizado por vendedores devidamente identificados e credenciados, equipados com tablets e impressoras próprias, permitindo a realização das apostas de forma mais prática e descentralizada. De realçar que cada vendedor estará associado a uma agência dos Jogos CVCV dentro da sua área de jurisdição. O número de vendedores por agência será definido de acordo com as necessidades e as características de cada localidade. A sua distribuição será assegurada pelos agentes, sob acompanhamento e supervisão do Departamento de Jogos da Cruz Vermelha de Cabo Verde.
Para garantir a implementação do novo modelo, a instituição realizou previamente um trabalho de articulação com agentes e diferentes parceiros, nomeadamente empresas de telecomunicações, sistemas de pagamento e estabelecimentos comerciais.
No domínio da segurança, foram igualmente adotadas soluções tecnológicas específicas. Os equipamentos utilizados pelos vendedores dispõem de mecanismos de segurança integrados pela própria Cruz Vermelha, enquanto as impressoras foram desenvolvidas especificamente para responder às exigências do sistema.
A Cruz Vermelha de Cabo Verde conta, neste momento, com mais de 100 agências, existindo também procura para a abertura de novos pontos de venda. A expansão, contudo, depende das características de cada localidade e da capacidade dos candidatos para cumprir os requisitos estabelecidos pelo sistema de Jogos e pela legislação em vigor.